Defender Dakar D7X-R: ADN Land Rover no limite!

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DEFENDER DAKAR D7X-R

A Land Rover acaba de revelar o Defender Dakar D7X‑R, com a nova decoração oficial, um modelo especialmente preparado para enfrentar o mítico Rali Dakar 2026 em janeiro próximo.

O Rali Dakar é sinónimo de resistência, inovação e aventura, e o novo Defender Dakar D7X‑R vem com vontade de superar os desafios extremos do deserto. Com uma estética marcante e engenharia de última geração, promete redefinir os limites da categoria FIA Stock no Campeonato Mundial de Rally-Raid (W2RC) para os próximos 3 anos.

O D7X‑R nasce da plataforma robusta do Defender OCTA, mantendo a arquitetura e carroçaria do Defender 110, com a sua transmissão, sistemas de tração, e o já conhecido e poderoso motor V8 biturbo de 4.4 litros de origem BMW, capaz de entregar potência e um binário impressionante (635 cv e 750 Nm respectivamente), aliado a uma caixa automática de 8 velocidades.

Cada Defender Dakar D7X‑R é produzido na linha de montagem da fábrica da Defender em Nitra, na Eslováquia, seguindo os regulamentos que exigem que a carroceria do carro de competição não seja modificada em relação à sua versão de produção. O regulamento da FIA para a nova categoria Stock, lançada para 2026, indica quais elementos não devem ser alterados em relação ao veículo de produção, bem como quais modificações são permitidas e de que forma.

As modificações para competição são também impressionantes.
Apresenta vias 60 mm mais largas, altura ao solo aumentada, pneus de 35” da BF Goodrich, suspensão desenvolvida em parceria com a Bilstein com um sistema de amortecedores e molas helicoidais simples no eixo dianteiro e amortecedores duplos paralelos no eixo traseiro.
O sistema de arrefecimento foi também otimizado para as condições do Dakar, substituindo o conjunto original de produção composto por três radiadores por um único de grande dimensão, auxiliado por quatro ventiladores elétricos, e um novo fluxo de canalização do ar através da grelha, com um filtro específico que evita a aspiração de areia.

O motor V8 de produção do OCTA permanece mecanicamente inalterado e conta apenas com um restritor de entrada de ar a limitar a potência (que será inferior aos 635 cv) em conformidade com os regulamentos da categoria Stock da FIA, que serão divulgados a 1 de janeiro de 2026. A transmissão é a mesma do OCTA de produção, mas com a relação final mais curta, potenciando o binário em baixas rotações. Para alimentar este D7X-R , foi instalado um novo depósito de combustível com capacidade para 550 litros, garantindo autonomia para as etapas mais longas.

Com um andamento que se afigura diabólico, a travagem também foi revista. O D7X-R passa a contar com discos ventilados e pinças de seis pistões na dianteira e quatro pistões na traseira.

A tecnologia também marca presença.
Os componentes eletrónicos do D7X-R são geridos por uma única unidade de para maximizar a robustez nas exigentes condições da prova, com calibrações internas personalizadas e prontas para cada corrida. Destaque também, para o inovador Modo Flight, ou em português – Modo Voo, que garante aterragens suaves após os saltos em terrenos mais extremos, ajustando automaticamente a entrega de binário do motor para às rodas sempre que o D7X-R estiver no ar, protegendo a transmissão e garantindo um pouso controlado.

Dentro do veículo.
Além do roll-cage, há um sistema de navegação homologado pela FIA e um visor de informações projetadas no para-brisa (HUD) para velocidade e direção, além de um painel de instrumentos configurável para competição. O layout e os bancos com seis cintos de segurança, também homologados pela FIA, são então personalizados para cada piloto, garantindo o máximo conforto durante longos dias ao volante. 

A bordo, os pilotos podem transportar oito litros de água, três rodas sobressalentes alojadas no lugar dos bancos traseiros e fixadas à nova roll-cage de proteção, um kit de ferramentas, compressor e sistema de ar comprimido, e peças sobressalentes essenciais. Um par de macacos hidráulicos integrados permite levantar qualquer um dos lados do veículo com rapidez e segurança.

Visualmente, o D7X‑R apresenta uma decoração chamada de “Geopalette”, inspirada nas paisagens áridas que caracterizam o Dakar. Combinam os tons de areia, pedra e terra com um toque proveniente das raras águas do deserto que trazem o contraste e clareza.

A carroçaria do OCTA, foi adaptada na dianteira e traseira para permitir ângulos de ataque e saída mais agressivos, bem como a instalação de uns guarda-lamas bastante mais alargados para acomodar os pneus 35”.

A equipa que vai levar esta máquina ao limite inclui nomes de peso como Stéphane Peterhansel, Sara Price e Rokas Baciuška, sob a liderança do Diretor de Equipa Ian James. Serão mais de 80 horas de corrida e 5.000 km de etapas cronometradas, num desafio que começa a 3 de janeiro de 2026, na Arábia Saudita.

Antes da estreia, o D7X‑R percorreu mais de 6.000 km de testes em fora de estrada, como forma de validar cada componente e garantir fiabilidade e performance.denominadainspirada nas paisagens áridas que caracterizam o Dakar